Como anda o seu FGTS?

A perda de 88,3% na correção do FGTS ainda tem levado os trabalhadores a buscarem o Judiciário para reaver a diferença da correção monetária.

Não é por menos: hipoteticamente, um trabalhador que teria hoje o saldo de R$ 28,4 mil, no caso de sua ação ser julgada procedente, o valor pode chegar a R$ 53,8 mil.

Informações dão conta que na última década, considerando uma inflação média anual de 5,5%, as perdas chegariam a R$ 150 bilhões, segundo cálculos do Instituto FGTS Fácil. Enquanto o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) fechou 2012 em 6,2%, a remuneração do FGTS, de 3% ao ano, mais a Taxa Referencial (TR), ficou em 3,2%, no mesmo período.

As perdas são acumuladas desde 1999, período que o FGTS se desvaloriza frente a pressão do custo de vida.

As ações podem ser movidas por aposentados, demitidos ou mesmo por aqueles que efetuaram saques. E melhor: o prazo de prescrição é de 30 anos e as ações podem ser propostas individual ou coletivamente, desde que haja comprovação de trabalho com carteira assinada desde 1999.