Alienação Parental versus Amor

Quem pratica Alienação Parental exercita o desamor!

Mas, afinal, o que é Alienação Parental?

Cada vez mais são constatadas, nas brigas que envolvem casais separados, as várias modalidades dessa forma de abuso emocional e psíquico praticado geralmente – mas nem sempre, é fato – pelos pais, tendo como vítima o(s) próprio(s) filho(s).

Conceitualmente, a Alienação Parental é o uso do(s) filho(s) – conscientemente ou não – como objeto de vingança de um genitor contra o outro, onde a criança ou o adolescente acaba sendo utilizado como instrumento de condutas hostis, sendo induzido por um dos genitores a odiar o outro.

Nesse infeliz contexto a criança ou o adolescente é levado a afastar-se de quem ele ama e de quem também o ama.

No campo do Direito de Família essa questão se torna ainda mais evidente e desastrosa aos olhos de seus operadores e protagonistas quando estes se deparam com casos graves em que, no auge de uma vingança, um dos genitores incute no filho a falsa memória de que ele (a criança ou o adolescente) foi molestado sexualmente pelo outro genitor.

Em resumo, pelos atos de Alienação Parental forma-se um círculo vicioso, no qual o genitor alienador promove o afastamento entre o filho e o genitor vítima da alienação. O filho acaba por perder gradativa ou abruptamente o contato com o genitor vítima e; consequentemente, os laços afetivos vão se esvaindo, até que a criança ou o adolescente acabe por se desvincular emocionalmente do genitor vítima ou, pior, desenvolva um sentimento de ódio e sofrimento psíquico e moral, passando a vê-lo como alguém que o abandonou ou o molestou.

Já existe Lei específica que trata do tema, mas, mais do que leis, há a necessidade de os pais terem maturidade suficiente para excluir seus filhos dos dilemas que envolvam seus litígios.

Por isso, não custa repetir: quem pratica Alienação Parental não ama verdadeiramente!